_Veni_Vidi_Vici

I hope for nothing.
I fear nothing.
I am free..

abolidor:

☯ photographs blog, i follow back 100% ☯

Aceite. Liberte-se.

Acontece muito sutilmente. Silenciosamente, muito aos poucos, acabo sendo colocado frente aos fatos. A principio, eram hipóteses. A principio, eu chamava de azar. Dizia a mim mesmo que não tinha sorte com alguns professores, que não me dava bem em algumas matérias, que misteriosamente peguei o ônibus errado, ou que magicamente meu RG sumira. Hoje já entendo como incompetência, embora sinta uma dificuldade absurda para aceitar.

Devemos aceitar, porque não temos outra saída. Aceitar que não somos tão bonitos quanto pensamos que somos, e muito menos bonitos do que gostaríamos de ser. Aceitar que temos defeitos horríveis, e que, cedo ou tarde, machucamos quem amamos. Precisamos aceitar que não somos tão brilhantes quanto éramos - ou quem sabe, como apenas julgávamos ser. Aceitar a feiura, a maldade e a incompetência.

Difícil. Somos ensinados desde pequenos a esconder e negar todos esses traços, todos esses adjetivos. Devemos procurar a beleza. Fazer academia, viver sob dieta, plasticas, quem sabe, maquiagem, sempre, roupas, muitas. E além de belos, devemos ser bons: católicos, atenciosos, carinhosos, humildes, sinceros, solidários.. Mas não acaba aí. Para fechar o combo, é preciso muita cultura. Não, não, cultura não, é preciso status: boas notas, elogios, os melhores cargos, viagens, promoções - muitas promoções: chegue a presidência da empresa, escreva seu nome na história, seja um exemplo. Seja invejado. Famoso. Desejado.

Não consigo viver sob todas essas expectativas.
Não consigo viver sob todas essas regras.
Não viverei escravizado pelo meu ego.

Sou livre.

domingo

isto não tem a intenção de ser poético. considere-o uma válvula de escape.

mas escapar do que? eu não saberia dizer, ao certo. eu poderia falar sobre um milhão de coisas, reclamar sobre todas elas, e ainda assim não teria expressado o que sinto.

as vezes me sinto absolutamente perdido. perco totalmente a fé, deixo de acreditar em coisas que sempre foram muito exatas pra mim. me pergunto quem eu sou, do que eu gosto, o que estou fazendo.

não costumo ter essas dúvidas. não costumo me sentir tão abstrato, embora jamais tenha me sentido definido. sempre consigo me desenhar, visualizar onde estou, pra onde quero ir. sempre, menos agora, menos ultimamente.

eu já não vejo nada. não espero nada. não há o que esperar.

me sinto impotente. incapaz, muito incapaz. incapaz até mesmo de me tornar capaz. como se o fracasso estivesse cravado em quem eu sou, no código genético,  ou quem sabe ainda mais fundo, na alma, me impedindo de ter sucesso.

sucesso, no caso, é ser feliz.

ser feliz, no caso, é estar bem, sentir-se em paz.

às vezes duvido até mesmo de que eu mereça a paz. é um disparate, sinto-me um dos piores seres humanos do mundo por dizer, e até pensar, coisas assim. mas é assim que me sinto, não posso mentir.

eu tenho tanto pelo que agradecer. eu já vivi tanta coisa linda. mas minhas boas memórias parecem sumir, esvanecer-se, como se não pudessem me pertencer.

como uma maldição. uma sina. um destino triste.

por que eu teria um destino triste? porque sou confuso, inconstante, insatisfeito, irritadiço, impulsivo.. sou um exagero, não é natural.

um copo que se enche constantemente, transbordando as coisas boas, e mantendo as ruins.

um depósito de mágoas. de ilusões. de decepções. de fraqueza. 

não quero me sentir assim, e faço de tudo para fugir dessa sensação. minto a mim mesmo, me escondo sob mil facetas, encontro abrigo em meus vícios. nada me satisfaz. 

nada me faz tranquilo. é uma angústia constante.

e o que mais me incomoda é não saber se se trata de apenas um dia infeliz, ou de toda uma vida.

queria dizer que já arrisquei mais pela minha felicidade do que todos imaginam. posso inflar meu peito, levantar a cabeça e dizer, orgulhoso, que já arrisquei quase tudo pra ser feliz. coloquei tudo a perder no desejo de prevalecer a verdade.

não é justo que eu seja triste.

não é justo.

black river guy

tension.

no signal.

light: message.

out.

he. hug. smell.

tension. car. question. simplest.

talk. tension. talk talk. tension.

watch. tack. talk. talk.

tack. cute. tick. illusion. tack. moon.

talk. time. talk. time. talk. time.

moon.

pics. closer. pics. time.

why?

kiss.

great. smell.

he. skin. smell.

hand. lips. hair.

great.

skin. skin. skin.

hot. space. sweat.

great.

time?

hands. mine. his.

great.

kiss.

time..

#saopaulo #viradacultural

“As vezes eu acordava querendo ser como o vento, ir para qualquer lugar sem direção, leve e transparente.”

—   (via yvasques)

(Source: contadordedecepcoes, via yvasques)

Não era Victor, era Renan

Estou na EACH. Estava lendo, e deveria continuar, o texto da aula de ontem, mas me distraí, comecei a observar o ambiente e resolvi escrever o que vejo.

Mais precisamente, estou na parte de cima do CB, o ciclo básico, num lugar onde há um grande deck de madeira, algumas plantas, alguns bancos de pedra e, ainda, algumas mesas no melhor estilo ‘piquenique’. As partes onde estão as mesas e o deck são cobertas, enquanto o lugar que estão os bancos e plantas, descoberto. Daqui se vê boa parte do meu campus, que é pequeno se comparado ao campus oeste. 

Sentado sobre o deck, apoiado num pilar, escrevo sob a iluminação de um bonito pôr do sol.

De onde estou, bem a minha frente, estão as três mesas de piquenique. Na primeira delas está sentada uma garota morena, de óculos, chegou há pouco, assim que comecei a escrever. Na frente dela, um homem por volta dos 35, 40 anos, vestindo roupa social, lê um livro e confere algo em um papel. Talvez comparando informações. Ao lado dele, um homem um tanto mais novo está estudando um texto. De vez em quando olha para o horizonte, apertando os olhos, como se quisesse fixar as linhas lidas em sua memória. Já estava aqui quando cheguei, cerca de meia hora atrás. Ainda na minha frente, porém mais afastado, já na área descoberta, outro homem, por volta dos 35 anos, descansa. Observei sua chegada, quando olhou para o ambiente, provavelmente analisando onde se sentaria, decidindo por sentar-se em um banco. Ele sentou, subiu a calça jeans até os joelhos, e, quando pensei que tiraria o tênis, deitou-se sobre o banco.

Agora um rapaz com um headphone no pescoço passou por mim, descalço, segurando um livro aberto nas mãos. Ele é mais novo que os caras já descritos, tem no máximo 25 anos. A beleza dele é simpática, agradável. Quando o observei anteriormente, estava também sentado sobre um banco na parte externa, mas escutava música e nada lia. Gosto de gente espontânea. Ou pelo menos gosto da espontaneidade passada pelo gesto de andar descalço.

Enquanto eu escrevia, chegaram bastantes pessoas, sentando-se, todas, na mesa de piquenique seguinte à que estão os dois homens e a menina morena, que agora está guardando o material na bolsa.

Na última mesa, a mais afastada de mim, está uma mulher loira, usando camiseta verde do mesmo tom da minha. Naquela mesa estavam mais pessoas, mas foram embora sem que eu visse. Não prestei muita atenção nelas. Aliás, prestei sim, em um garoto da minha turma de RP.

Quando cheguei, me cumprimentou com um aceno de cabeça, que retribuí. Não lembro seu nome, acredito que seja Victor. Lembro-me, porém, que ele é do curso de SI. O impressionante é que ele é bastante expressivo, mesmo sendo de SI. Sei disso porque ele não está somente na minha turma, mas também no meu grupo.

Agora, as luzes da EACH já estão acesas. Daqui, vejo dezenas de pessoas deixarem o espaço do bandejão, no Titanic, o prédio principal, usado geralmente só para as aulas dos veteranos. Geralmente porque, neste ano, minha turma de CN e TADI tem aula lá, toda segunda feira.

Eu gosto bastante daqui.

Olhando para baixo, mas agora para o lado oposto ao Titanic, vejo o CB, em si, e em particular os anfiteatros 1, 2 e 3. Tenho aula no 3 de terça, quinta e sexta.

Em frente aos anfiteatros algumas poucas pessoas estão sentadas, umas mexendo em tablets, outras no celular. Uma menina, mais ao canto, observa o movimento na lanchonete que, a julgar pelo barulho que chega até mim, está baixo.

As pessoas que chegaram todas juntas e que sentaram na segunda mesa de piquenique estão conversando sobre as festas que farão ao longo do ano. Pelo pouco que absorvi, são veteranos de GPP.

O clima aqui já não está quente como estava há uma hora. Um ventinho refrescante já sopra. Em tempo do primeiro intervalo, já estará frio.

A amplitude térmica aqui é enorme.